Olha, se você me perguntar, eu sempre vou responder a mais pura verdade. Eu sinceramente acho um desperdício de vida segurar vontades e verdades. Seja por moral, orgulho, joguinhos infantis, responsabilidade social, whatever. Se todos fossem sinceros o tempo todo, os dias seriam TÃO mais recheados! Imagine. Em vez de ficar batendo a cabeça na parede imaginando como seria se você tivesse feito tal coisa, você estivesse DE FATO fazendo a tal coisa?! Muito mais interessante.
Perder tempo pra quê? Muita gente reclama de transparência absoluta. Eu reclamo da ausência dela. Jogos me cansam... é bola pra cá, é bola pra lá, aahh! Vai fazer algo mais útil ao invés de encher o saco com indiretas sem fundamento.
Better knowing than wondering. And I couldn't agree more. O tempo é totalmente subestimado pelo ser humano nesse século XXI, e eu acho um absurdo. As pessoas acham que vão ter um amanhã pra sempre, e não, não vão. O tempo não passa, ele voa. E quando a gente olha pra trás, ele está lá completo de dias vazios; rindo da nossa desgraça presente e amargas frustrações de não ter falado a palavra certa na hora certa, de não ter agido na hora da ação, de não ter feito o que deveria fazer.
Então, sei lá. Pensar e racionalizar certas coisas é extremamente importante, não nego isso de jeito nenhum. A vida não é só festa. Mas em certos aspectos, eu simplesmente acho melhor levantar a bunda da cadeira, parar de pensar um pouco e simplesmente agir de acordo com a vontade. Vontade de voltar pra cama no fim da noite com um sorriso no rosto por ter tido um dia completo de conclusões, e não de rascunhos.
Life is way too short to be underestimated.
sábado, 27 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Come shine
É clave de sol, sim senhor. É música, sim senhor. E como é música! É Ray Charles, é Solomon Burke, é Bruna Caram, é Ingrid Michaelson, é Lady GaGa - até o mais destoante à minha pessoa aparece! isso é o poder da música, rapazes -, é Nina Simone, é (relembrar os velhos tempos com) Spice Girls, é Corrs, é a trilha maravilhosa do Vicky Cristina Barcelona, é Chico Buarque, é um milhão de tantas outras coisas mais que embalam minha vida, a vida, as vidas, os dias, graças à Deus!
E assim inicio outra grande parte - sem tirar os pedaços do grande todo, claro. E assim as fatias se completam, os ciclos se fecham, as portas se abrem e o interminável molho de chaves para elas se atualizam diariamente, sempre com um novo cheiro. Um novo tato. Um novo toque. Uma nova nota!
Sempre e constantemente uma nova nota.
As horas, os dias, as pessoas, os preciosos minutos... à vida!
E assim inicio outra grande parte - sem tirar os pedaços do grande todo, claro. E assim as fatias se completam, os ciclos se fecham, as portas se abrem e o interminável molho de chaves para elas se atualizam diariamente, sempre com um novo cheiro. Um novo tato. Um novo toque. Uma nova nota!
Sempre e constantemente uma nova nota.
As horas, os dias, as pessoas, os preciosos minutos... à vida!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Tudo e nada; o amor
Eu sempre acreditei piamente que o amor sozinho não basta. O sentimento, por si só, não segura uma vida. Não segura um relacionamento de amor. Não segura um relacionamento de amizade. Não segura, não agüenta a corda no precipício, pura e simplesmente. Sempre fui extremamente fiel a essa teoria. Passei por experiências que comprovaram, outras que não. Mas nunca desgarrei dessa filosofia. Porque às vezes... às vezes a vida é maior do que um sentimento.
Às vezes as circunstâncias são aquelas inalcançáveis, lá no topo da montanha escorregadia e tudo vaza da nossa mão sem que nós possamos fazer algo pra secar. Às vezes é culpa nossa, é sim. Porque não somos inteligentes o suficiente pra saber lidar com toda e qualquer situação humana, passional e racional que existe. Simplesmente porque é natural, nós só passamos a saber de algo depois de vivenciarmos. Não são erros, são passos. Como um bebê, que antes de andar com as pernas, engatinha com os braços e os joelhos. A vida é um eterno ciclo de pequenos aprendizados. Nós sempre estamos engatinhando nas nossas escolhas, nos nossos episódios.
Episódios... cada episódio na nossa vida tem um sentido, uma razão. E hoje, eu contrario um episódio passado da minha vida. Se antes acreditava que o amor sozinho não é suficiente, hoje eu digo que sim, ele sozinho move montanhas. O amor é o sentimento mais puro existente. Mais bondoso. Aquele verdadeiro, não importa a origem dele. Uma vez eu discuti esse tópico com uma amiga. Nós tínhamos o amor, ele estava ali enorme, batendo todos os dias. Mas não tínhamos o contexto. Não tínhamos uma razão... e decidimos deixar. Deixar que ele nos movesse. Diante da espera, a impaciência reinou, claro. Como podíamos nos amar tanto e não termos razão para tal? Paciência, prudência e persistência... ele vai mover. E moveu. Nossos laços foram criados. Pedacinho por pedacinho, eles nasceram. E de pouco em pouco, o nosso amor teve a sua razão, o seu contexto; e assim nasceu uma amizade honrável.
Como eu vivi tudo isso e continuei acreditando que o amor sozinho não basta? Não sei. Talvez a descrença. A descrença no amor verdadeiro, aquele que sempre temi. Aquele que sempre reneguei, por não me achar digna de recebê-lo. Eu realmente não sei responder a essa pergunta.
Mas hoje eu digo com muita convicção: o amor solitário basta. Vale por um, por dois, por três... por quanto você quiser que ele valha. Ele move. Ele edifica. Não dá pra procurar justificativas, porque elas não existem. Simplesmente porque o amor é o sentimento mais incógnito que habita dentro de nós. Não sabemos de onde ele nasce e muito menos podemos explicar porque ele morre, na maioria das situações. Ele simplesmente aparece, e da mesma forma que surge, por vezes vai embora sem despedida. O amor não tem razão, ele simplesmente está ali pra fazer de nós melhores seres humanos. Pra fazer de nós pessoas com fé. Fé. Fé que com o amor, tudo pode e tudo origina.
Tudo com nada.
É esse o amor.
Às vezes as circunstâncias são aquelas inalcançáveis, lá no topo da montanha escorregadia e tudo vaza da nossa mão sem que nós possamos fazer algo pra secar. Às vezes é culpa nossa, é sim. Porque não somos inteligentes o suficiente pra saber lidar com toda e qualquer situação humana, passional e racional que existe. Simplesmente porque é natural, nós só passamos a saber de algo depois de vivenciarmos. Não são erros, são passos. Como um bebê, que antes de andar com as pernas, engatinha com os braços e os joelhos. A vida é um eterno ciclo de pequenos aprendizados. Nós sempre estamos engatinhando nas nossas escolhas, nos nossos episódios.
Episódios... cada episódio na nossa vida tem um sentido, uma razão. E hoje, eu contrario um episódio passado da minha vida. Se antes acreditava que o amor sozinho não é suficiente, hoje eu digo que sim, ele sozinho move montanhas. O amor é o sentimento mais puro existente. Mais bondoso. Aquele verdadeiro, não importa a origem dele. Uma vez eu discuti esse tópico com uma amiga. Nós tínhamos o amor, ele estava ali enorme, batendo todos os dias. Mas não tínhamos o contexto. Não tínhamos uma razão... e decidimos deixar. Deixar que ele nos movesse. Diante da espera, a impaciência reinou, claro. Como podíamos nos amar tanto e não termos razão para tal? Paciência, prudência e persistência... ele vai mover. E moveu. Nossos laços foram criados. Pedacinho por pedacinho, eles nasceram. E de pouco em pouco, o nosso amor teve a sua razão, o seu contexto; e assim nasceu uma amizade honrável.
Como eu vivi tudo isso e continuei acreditando que o amor sozinho não basta? Não sei. Talvez a descrença. A descrença no amor verdadeiro, aquele que sempre temi. Aquele que sempre reneguei, por não me achar digna de recebê-lo. Eu realmente não sei responder a essa pergunta.
Mas hoje eu digo com muita convicção: o amor solitário basta. Vale por um, por dois, por três... por quanto você quiser que ele valha. Ele move. Ele edifica. Não dá pra procurar justificativas, porque elas não existem. Simplesmente porque o amor é o sentimento mais incógnito que habita dentro de nós. Não sabemos de onde ele nasce e muito menos podemos explicar porque ele morre, na maioria das situações. Ele simplesmente aparece, e da mesma forma que surge, por vezes vai embora sem despedida. O amor não tem razão, ele simplesmente está ali pra fazer de nós melhores seres humanos. Pra fazer de nós pessoas com fé. Fé. Fé que com o amor, tudo pode e tudo origina.
Tudo com nada.
É esse o amor.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Carta a um amor perdido - parte 1
Eu nunca acreditei de fato em amor. Eu nunca sonhei com casamento, com filhos, com móveis e almofadas combinando, com papéis de paredes escolhidos cuidadosamente pra dar o ar de 'nossa' casa, com refeições diárias na mesa de jantar pra contar os altos e baixos do dia que passou. Eu sempre pulei. Pulei de homem em homem, de mulher em mulher, de pseudo-relação em pseudo-relação, de faculdade em faculdade, de emprego em emprego. Eu sempre deixei de ligar no dia seguinte, simplesmente porque sempre apreciei a liberdade e o prazer, ambos andando juntos, todos os dias de minha vida. Eu sempre imaginei o meu futuro desse jeito. Trabalhando muito, viajando muito, festejando muito, transando muito, tudo muito. Tudo em excesso. Mas sem compromisso, sem nós nos laços. Porque amarração prende o ar, entende? Prende o ar, prende oportunidades, prende a moral, prende o conhecimento. Limita o conhecimento! Sempre pensei assim, e não havia santo - nem romance - que me fizesse pensar o contrário.
Desapegada. Minha talvez mais marcante característica. Lembro quando disseram isso pra mim, 'gosto disso. vc é desapegada'. E é, sou. Já fui mais, já fui menos, mas sempre fui um pouco desapegada. Simplesmente porque sei que o apego sufoca, aperta, prende o que deve ser liberto. E existe algo mais valioso na vida do que a liberdade? Creio que não. E acho que você também crê nisso.
(continua)
Desapegada. Minha talvez mais marcante característica. Lembro quando disseram isso pra mim, 'gosto disso. vc é desapegada'. E é, sou. Já fui mais, já fui menos, mas sempre fui um pouco desapegada. Simplesmente porque sei que o apego sufoca, aperta, prende o que deve ser liberto. E existe algo mais valioso na vida do que a liberdade? Creio que não. E acho que você também crê nisso.
(continua)
domingo, 12 de abril de 2009
"sei que nada será como antes amanhã..."
engraçada essa frase. eu diria cruel, nesse momento. a vida é engraçada. as sensações que ela nos sujeita são inexplicáveis. queria uma explicação racional! pessoas vêm e vão, como tudo que existe, concreto ou não. num momento a gente ama, noutro deixou de amar. mas sempre existem aquelas que inevitalmente ficam no coração. aquelas que ao ouvir uma música, a gente lembra exatamente da voz e do tom, da palavra, do cheiro, do gesto, da sensação! sensação... palavra mais bonita! sensação. quem pode desfrutar de uma sensação, seja lá qual ela seja, tem que se sentir abençoado. abençoado por ter tamanha sensibilidade e se permitir vulnerável! vulnerabilidade é pros fortes. não é fácil ser vulnerável a tantas coisas - sofrimentos e dores principalmente; e ao nos permitirmos sentir, nos sujeitamos à ela. é admirável.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
confiar no destino que ele sabe o que faz. se for pra ser, vai acontecer, independente de fatos atuais. se não for, o esquecimento vai ser natural. eu não sei como equilibrar. racionalmente, é tudo muito fácil. eu consigo listar todos os meus erros e dizer o que devo mudar daqui pra frente, e simplesmente aceitar as condições. mas a minha maior dificuldade é ponderar a razão com o amor que eu sinto. é ponderar as lembranças tão vivas em mim. é entender como em poucos dias, tudo foi por água abaixo. é entender como em poucos dias, um sentimento morreu. é entender como em poucos dias os planos mudaram de rumo completamente, me tirando do MEU rumo. são picos. picos de uma mente sã, de uma mente externa, ponderando absolutamente tudo e tendo consciência da realidade e de colocar em prática a sabedoria da solução. e picos de uma mente totalmente vinicius de moraes, onde as palavras formam versos melancólicos sobre um amor perdido, sobre um amor substituído, sobre a dor de uma perda irreparável. e esse pico é enlouquecedor. esse pico prende todo o ar, causa taquicardia e uma vontade imensa de simplesmente parar de respirar pra não sentir mais tamanha angústia e tristeza. não saber o prazo das coisas é sufocante. não saber até quando esses dois picos vão brigar entre si é no mínimo angustiante. just waiting for it to pass. e enquanto não passa, como fica? eu tenho milhões de perguntas a fazer, e ninguém que me possa responder qualquer uma delas. ao menos ninguém que seja capaz de admitir a verdade; e o principal, aceitá-las e passá-las pra frente, pra quem sabe assim, eu consiga ter alguma paz de que meus atos e morais estão corretos. de que, apesar de tudo, eu não tenho medo de enfrentar e mudar o que precisa ser alterado pra não deixar panos quentes cobrindo a raíz de todos os problemas.
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